A Agremiação Sportiva Arapiraquense (ASA) está trabalhando duro para resolver as dificuldades extracampo. Essa afirmação é do vice-presidente financeiro do clube, Cledison Santos. Em entrevista ao site Amistoso AL, o dirigente explicou que o principal objetivo da atual gestão, além de resolver os problemas econômicos já existentes, é evitar novos encargos.

Nossa primeira demanda foi executar um processo de contenção de despesas e não deixar que se crie novos passivos. Com o plano de contingência financeira e de diminuição desse novo passivo começamos a pensar nesses débitos pré-existentes e em uma forma de conter seu aumento, além de efetuar alguns pagamentos anteriores. Sabemos que em dois anos não dá para resolver por completo os problemas do ASA, mas já é um início. Definimos um ponto de partida e estamos trabalhando nisso”, conta Santos.

Ele acrescenta que quando foi feito o planejamento para 2020 a meta foi iniciar um processo de contenção para fazer com que o time tivesse uma organização financeira. “Um clube da grandeza do ASA precisa se recuperar de uma situação como essa. Não é habitat natural de um time dessa grandeza passar por esse tipo de problema”.

Suspensão de contratos

No mês de março, início da paralisação, o ASA suspendeu todos os contratos de jogadores e comissão técnica. O dirigente afirma que o clube está aguardando alguns posicionamentos para poder tomar decisões e resolver a questão com a equipe. “Essa é uma situação complexa, que não estava no planejamento. Não se espera isso. Mas estamos trabalhando forte para resolver e aguardando as perspectivas, não só do futebol, mas de forma geral. Vários processos do clube estão parados por conta disso, porém estamos em home office e tentando resolvê-los. Com relação à folha salarial, estamos empenhados, pois dependemos de alguns patrocinadores para satisfazer essa demanda."

Programa Sócio-Torcedor

Com a crise e a paralisação dos jogos por conta da pandemia de Coronavírus as equipes estão sofrendo com a perda de sócios e, com isso, a diminuição de sua receita. Santos reforça a questão e ressalta a importância do associado para a manutenção do clube.

“O Programa é fundamental. Os torcedores que não têm experiência de gestão já falam que o Programa é essencial para ajudar o clube. E eu, que estou na gestão financeira, posso dizer com conhecimento técnico que o sócio-torcedor é o que mantém o clube funcionando. Se formos olhar nos arquivos percebemos que o fomento se dá com ele. A contribuição ajuda no dia a dia operacional do time e, sem isso, fica muito difícil se manter”.

Ele relata que o Programa já vinha passando por algumas crises devido à não atividade do clube. Porém, estava sendo reconstruído e, em março, com a suspensão das atividades, muitos torcedores deixaram de realizar sua contribuição.

“O decreto proibindo os jogos gerou uma expressiva inadimplência, mas o time está criando viabilidades, vitalizando planos mais leves, com contribuições menores, pois o torcedor é parte fundamental financeira de fomento de um time de futebol”.

Retorno do Alagoano

Questionado sobre o posicionamento do ASA caso o Campeonato Alagoano retorne, Cledison enfatiza que o fato deve gerar grande impacto financeiro no clube. “Com o retorno o ASA precisa trazer os jogadores e isso terá uma influência financeira gigantesca, porque vai haver nova logística para trazer os atletas, teremos que remontar o elenco e isso é coisa que onera bastante. Normalmente esse planejamento só acontece duas vezes: a vinda e a volta dos jogadores. Nesse caso aconteceria quatro vezes: a vinda, a volta, a vinda e volta novamente. Seriam quatro logísticas a serem montadas. Mas caso volte, precisamos cumprir com aquilo que for definido pela FAF”.

E finaliza reforçando o empenho da Agremiação para solucionar todas as questões citadas. “Estamos trabalhando, criando ambientes, buscando inovar e viabilizar coisas. A diminuição de custos é a meta dessa gestão, para que o ASA possa funcionar de uma maneira eficiente e eficaz. Porém dentro de uma viabilidade financeira para gerir o atual e resolver situações oriundas de épocas anteriores”, conclui.

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