A volta dos jogos após a pandemia que, por sinal, ainda está indefinida, poderá ter uma novidade que vai pegar muita gente de surpresa. É que as regras do futebol passaram, novamente, por mudanças. Você sabia que o toque da bola no começo do braço, junção com a axila, não será mais considerado uma infração? Isso mesmo. Esta e outras modificações foram aprovadas dia 8 de abril pela International Football Association Board (IFAB) e, provavelmente, já entrarão em vigor a partir de 1º de junho.

A alteração ocorreu , segundo a IFAB, para demarcar com mais clareza a infração de mão, se estabelecendo o limite do braço no ponto inferior da axila. Para o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Alagoana de Futebol (CA-FAF), Charles Hebert, as modificações vieram no sentido de descomplicar as jogadas e tornar o futebol mais claro e menos interpretativo..

Porém, alguns especialistas vêm as constantes mudanças com desconfiança e acham que as modificações acabam atrapalhando e confundindo a cabeça dos árbitros. Segundo o presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado do Ceará (Sindarf/CE), o ex-árbitro César Magalhães, em entrevista ao Diário do Nordeste, muitos dizem que é a barra da camisa, mas tem uniforme que é mais longo, outro é mais apertado, então o texto ainda não está claro. Ele ainda vê com dúvidas as novas normas e espera maiores esclarecimentos por parte das autoridades do esporte.

Outras regras

O toque de mão involuntário no ataque é outro ponto importante que sofreu mudança. Ele só deverá ser assinalado caso leve imediatamente a um gol ou a uma "situação manifesta de gol". Nessa situação, um dos questionamentos é que essa alteração modifica bastante a última recomendação, que orientava a marcação de falta em qualquer toque da bola na mão durante o ataque nas jogadas.

A cobrança dos pênaltis também está na lista de alterações. Agora se o goleiro adiantar-se antes da cobrança somente será punido caso a ação influencie diretamente no resultado da partida. Ou seja, ainda que o goleiro se adiante, se a bola do atacante for no travessão ou para fora não será preciso repetir a cobrança.

Já em relação aos cartões, quando o jogo for levado à decisão por pênaltis, os cartões aplicados aos jogadores durante o tempo normal e prorrogação não terão mais validade.

VAR

A modificação no tocante ao árbitro de vídeo (VAR) é uma das mais significativas, de acordo com Charles Hebert. Na nova regra, é obrigatória a revisão quando o lance for interpretativo. Sempre que o incidente revisado estiver sujeito a considerações subjetivas, o árbitro deve revisá-lo no monitor. “Essa mudança veio para garantir mais imparcialidade na partida, pois o VAR sempre foi um ponto de muito discussão”, reforçou.

Hebert fez questão de lembrar que as novas regras só valem para os campeonatos que ainda não tenham iniciado. Para aqueles que já estiverem em andamento, a regras antigas continuam valendo.

(Crédito das imagens: Ascom FAF)