Nesta quarta-feira (24), a equipe do Amistoso AL conversou com o diretor financeiro do Centro Esportivo Olhodaguense (CEO), Henrique Martins, para saber sobre a situação da equipe nessa época de pandemia e qual a posição do clube frente à liberação dos treinos por parte do governador.

De acordo com o dirigente, a situação vivida pelo clube durante a paralisação vem sendo muito difícil, pois não afetou somente as equipes, mas todo o mundo, desde
uma perspectiva econômica e de precaução com a saúde pública em geral. Conta que assim que tiveram a notícia da interrupção do campeonato fizeram uma reunião com os atletas e comissão para poderem criar um acordo para que o time pudesse cumprir com suas obrigações.

Assim como veio o decreto de parar o futebol, começaram também as baixas dos patrocinadores. Lembra que, na época, em uma reunião da diretoria, questionou o
motivo de não finalizar as últimas duas rodadas da primeira fase. Os problemas, hoje, seriam bem menores, segundo ele. Martins diz que a comissão diretiva entendeu perfeitamente a posição dos seus apoiadores. Entretanto, o clube teve que fazer muito esforço para cumprir com o acordado com os atletas e deixou acertado que assim que retornasse a competição a instituição reataria o seu compromisso com o plantel que vinha disputando. São conscientes de que alguns não retornarão devido a ofertas para disputarem outros campeonatos. Faz a observação que nenhum contrato foi rescindido, mas todos se encontram finalizados na atualidade.

Quando questionado sobre a posição do clube em relação ao decreto que autoriza o retorno aos treinos, o representante diz acreditar que foi uma maneira encontrada
pelo governador para formalizar o retorno do CSA e do CRB, tendo em conta que times de outros estados que estão na série B já voltaram a suas preparações, e para os clubes daqui não serem prejudicados por falta de treinos. Por outro lado, pensa que a liberação coletiva de todas as equipes do estadual foi uma maneira de justificar sua ação e ficar isento das críticas.

Ressalta também que o decreto só fala em retorno aos treinos e não em retorno do campeonato. Por essa razão esse decreto não alteraria em nada no cotidiano do clube olhodaguense. Segundo o dirigente, treinar sem perspectiva não serve, porque só vai gerar um acúmulo de gastos sem ter um ingresso. “Para o CEO essa decisão do governador não altera em nada. Vamos continuar parados até que haja uma decisão clara e objetiva de que o campeonato vai voltar ou não”, afirma Martins.

Henrique chama atenção para o fato de que mesmo que o campeonato voltasse hoje, ainda se teriam muitos obstáculos para contornar, devido a situação econômica em que vive o país, e o próprio município de Olho d'Água das Flores, por conta da pandemia. Mas se a Federação disser que tem que voltar, irão buscar as condições e irão participar, já que são federados e devem respeitar a hierarquia.

(Crédito da imagem: Ascom CEO)