Quando se fala em futebol feminino, sem dúvidas, ele é uma referência. Seu trabalho junto às meninas da seleção brasileira acabou ganhando destaque em uma longa carreira com extenso currículo pelo mundo do esporte. Oswaldo Alvarez, o Vadão, ex-técnico da seleção brasileira feminina de futebol, morreu na tarde desta segunda-feira, 25, em São Paulo, e deixou um relevante legado não somente para o mundo da bola como também para a história de vida de muitos dos atletas que comandou.

A atacante alagoana Geyse da Silva Ferreira, da seleção brasileira, é um exemplo. Em conversa exclusiva com o Amistoso AL, ela lembra com muito carinho do ex-técnico e diz que Vadão foi referência em sua trajetória na Seleção. “Ele foi o primeiro que me levou para a seleção principal, acreditou em mim, me ensinou, me mostrou o caminho e me fez crer no meu potencial. Só tenho a agradecer”, coloca a atleta, que é natural de Maragogi, no litoral do estado.

Ela destaca, ainda, sua importância para o futebol brasileiro e para as meninas que integravam o grupo junto com ele. “Ele foi um grande treinador e contribuiu muito para o futebol Feminino. Ganhou Copa América e o Pan de 2015. Ele deixou seu legado e foi importante para várias jogadoras, inclusive eu”. Acrescenta que o ex-professor incentivou de forma especial seu trabalho como jogadora, dando a ela a confiança para enfrentar seus desafios. “Ele sempre me falou: ‘acredito em você’. O levarei no meu coração”, disse Geyse.

O site também falou com Adeilson Cassimiro, presidente da União Desportiva Alagoana (UDA), equipe que fez parte da formação de Geyse. O dirigente também reforçou o profissionalismo de Vadão e sua preocupação com a equipe. “Na época da convocação da Geyse para a Copa do Mundo ele me ligou perguntando sobre ela, como ela estava e como tinha sido sua preparação. Uma grande pessoa que sempre representou muito bem o Brasil. Foi realmente uma grande perda”, enfatizou Cassimiro.

História

Vadão passou duas vezes pela seleção brasileira feminina, uma entre 2014 e 2016, quando disputou as Olimpíadas Rio 2016, e a outra em 2017, quando ficou até depois do fim da Copa do Mundo de 2019.

Em 2014 conquistou o Torneio Internacional de Futebol Feminino e Copa América Feminina, em 2015 também ganhou o Torneio Internacional de Futebol Feminino e os Jogos Pan-Americanos. Já em 2017 conseguiu o título da Copa CFA Yong Chuan e em 2018 a Copa América Feminina, todos comandando a seleção principal.

Antes disso, o técnico também deixou sua marca em passagens pelo futebol masculino do São Paulo, Corinthians, Guarani, Ponte Preta, entre outros tantos times pelos quais atuou.

Tinha 63 anos e lutava contra um câncer no fígado desde o início de 2020, quando passou por sessões de quimioterapia. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e deixa a esposa Ana, os filhos Adriano e Carolina e dois netos.

(Crédito da imagem: Reprodução/Montagem Amistoso AL)