Nesta sexta-feira (10), a Agremiação Sportiva Arapiraquense (ASA) anunciou a contratação do seu novo técnico para o retorno do Alagoano 2020. O nome da vez foi Léo Goiano, que terá o grande desafio de formar um novo plantel e tentar levar a equipe, que ocupa a penúltima colocação, para próxima fase do campeonato estadual.

O time terá pela frente dois grandes adversários: o primeiro será o CSA, que já vem trabalhando forte desde algumas semanas para disputar a Série B do Brasileirão, e
depois jogará com o CSE, que dependendo de alguns resultados poderá ser seu adversário direto pela quarta vaga das semifinais.

Em entrevista exclusiva para a equipe do Amistoso AL, Léo Goiano falou sobre o que o levou a aceitar esse convite, de como já estão trabalhando para montar a nova equipe e sobre suas perspectivas com respeito ao futebol alagoano.

Quando questionado sobre como teriam sido as negociações e o que lhe levou a aceitar esse convite, o novo técnico respondeu: “o ASA é um clube de tradição, tem
todo um histórico respeitado no Brasil, por ter figurado por vários anos nas séries D e C do Brasileirão. É um clube que é dirigido por pessoas sérias e responsáveis, então são características e adjetivos que a gente considera quando aceita um convite de trabalho”
, afirma o treinador.

Por outra parte, diz saber que a equipe vem passando por um momento difícil e que está na penúltima colocação da tabela. Porém, diz acreditar que os profissionais que dirigem o clube lhe conhecem, sabem como é seu perfil de trabalho e de liderança. “Pelo fato de conhecer meu histórico, o profissional que toma essas decisões conhece o meu perfil e provavelmente encaixou com as suas necessidades. Quando eu olhei a situação do clube coincidiu com aquilo que eu acho desafiador, estimulante e aí nossos caminhos se encontram. Agora é executar bem”, justifica ao responder o que o levou aceitar a proposta.

Tendo em conta a situação do Fantasma, Léo diz que a diretoria lhe deu autonomia para que possa fazer algumas correções no elenco e confirmar alguns atletas que já
haviam trabalhado com ele e que acredita que podem ajudar a tirar o clube dessas circunstâncias.

Quanto ao trabalho de formar a nova equipe, explica que eles já estão remontando o elenco e vão ter cerca de nove a dez atletas indicados por ele. Mas ressalta que todas as decisões que estão sendo tomadas estão de comum acordo com a diretoria. “Eu passo a indicação e eles buscam as informações, se é viável efetuar a contratação”, enfatiza.

De acordo com ele, os jogadores já estão contratados e devem se apresentar no início da semana, mas ainda não está confirmada a data. Perguntado sobre os nomes dos novos contratados, preferiu não revelar até a formalização das transações.

Com respeito à base

Sobre os jogadores da base, o novo diretor técnico diz ser importante, mas ressalta que vai depender muito da qualidade do atleta, porque precisam de rendimento
imediato. “Se for um garoto só para completar treinos, ele só completará treinos; mas a gente sabe que existem momentos importantes e se ele ainda não está bem
preparado, agora não é o momento. Estamos sendo muito sinceros e honestos para que possamos ter uma quantidade de decisões acertadas maiores, porque é um momento delicado que o clube passa”,
conclui o professor.

Pouco tempo para treinar

Entende que esse vai ser um grande problema para todos e com certeza haverá um desequilíbrio técnico por parte das equipes que já estão treinando há mais tempo. O fato de uma equipe treinar 15 dias e outra mais de 30 dias provoca uma desigualdade técnica que será notada. “Mas esse é o cenário que nós temos e nós vamos enfrentar com muita grandeza e sabedoria. É tentar acertar o máximo possível para que a gente possa fazer um grande trabalho”, diz Goiano.

Para a torcida

Quando questionado sobre o que a torcida poderia esperar do seu trabalho, expressa que o momento é de se recuperar na competição e que estão fazendo um trabalho muito criterioso e responsável para tomar decisões. Onde esperam sair vencedores desse desafio gigantesco que é tirar o ASA dessa situação.

Comissão técnica

Ao ser indagado se iria trazer sua comissão técnica, explana que não. Pelo fato de o ASA já ter profissionais da casa e que já estavam trabalhando há algum tempo. Então não trará nenhum integrante de sua comissão. Além de entender a circunstância do clube e ter boas referências dos profissionais locais.

Possibilidade de permanecer no ASA para as próximas temporadas

O treinador fala de maneira descontraída que a vida de treinador é um jogo por vez, mas tem certeza que, se o trabalho for bem feito e der resultados, é o principal
indicador de desempenho. Com certeza o reconhecimento será na forma de convite para voltar o ano que vem.

(Crédito da imagem: Arquivo Pessoal)