Um ano para ficar na história! Ou melhor, um ano para reconstruir a história. A Agremiação Sportiva Arapiraquense (ASA) está comemorando os 20 anos da conquista do Campeonato Alagoano de 2000. Título esse que proporcionou ao alvinegro do agreste o início de uma trajetória de destaque na década e sendo também reconhecido como o maior campeão do século 21, junto ao CRB, com seis títulos.

Aos 68 anos, o clube de Arapiraca não vive seus melhores momentos e está em busca de uma reestruturação que o faça retornar ao cenário nacional. O primeiro passo já foi dado com a conquista da Copa Alagoas, em janeiro, que dá o direito de disputar a Série D do Brasileirão ano que vem. O Gigante também vai concorrer a uma vaga na Copa do Brasil contra o terceiro colocado do campeonato estadual, caso ocorra ainda este ano. Vale lembrar que, em um momento atípico, os clubes estão tendo que se reinventar para seguirem adiante, já que os prejuízos com a suspensão das partidas devido à pandemia do Coronavírus são notórios.

Conquistas

Em sua bagagem estão sete campeonatos alagoanos (2000, 2001, 2003, 2005, 2009 e 2011), incluindo o campeonato de 1953; uma Copa Alagipe, em 2005; um vice-campeonato Brasileiro da Série C, em 2009, e o tão sonhado acesso à série B, na chamada “Batalha do Acre"; um vice-campeonato da Copa do Nordeste, em 2013, além de um feito bastante repercutido nacionalmente: a eliminação do Palmeiras da Copa do Brasil de 2002 em pleno Parque Antártica.

O Fantasma marca, inclusive, em seu currículo a participação de Mané Garrincha por quase 90 minutos numa partida amistosa contra o CSA, em 1973.

Em conversa com o site Amistoso AL o atual presidente da Agremiação, Celso Marcos, contou que a vitória de 2000 foi um divisor de águas para o clube. “Ele havia conquistado um título fora de campo (referindo-se ao de 1953), e desta vez conseguimos ganhar contra o grande favorito, que era o CSA. O ASA era uma aposta e, a partir de então, mostrou que poderia conquistar um algo a mais. E foi o que ocorreu. Na sequência os títulos começaram a aparecer: em 2001, 2003, 2005 e, com isso, montou uma estrutura que o levou a Série B em 2009”.

Indagado sobre o que teria levado o time a uma década de glórias a partir daquele campeonato, Marcos disse que uma série de fatores favoráveis começaram a surgir. “A união da cidade foi muito importante deste então. Todos os setores: empresariais, públicos e também a população viram o ASA como um potencial. Sem contar no destaque da maioria das gestões que levaram a equipe a momentos de glória”, contou, reforçando que a torcida pelo alvinegro já era grande anteriormente, mas não conseguia conquistas reais. “Em 2000 o tabu foi quebrado”.

Foto: Reprodução

O ASA hoje

O dirigente explicou que o clube vive um momento difícil economicamente e teve que tomar algumas medidas para amenizar a situação. “Tivemos que, através da Justiça do Trabalho e da nossa assessoria jurídica, suspender os contratos da equipe para conseguirmos respirar financeiramente. Precisamos também rever nossas condições, parte de metas e a reestruturação dentro e fora de campo”.

E concluiu afirmando que todos os clubes vivem uma situação delicada e que até acredita na possibilidade de um retorno do campeonato estadual, porém, não de
imediato. “Acho que isso pode ocorrer bem mais para frente. Talvez no final do ano, para concluir a competição”.

Até a paralisação o time ocupava a sétima posição no Alagoano, com quatro pontos, e precisava vencer as duas partidas seguintes para sonhar com a classificação.

(Crédito das imagens: Ascom Arapiraca)