Um clube centenário, um dos bastiões da história do futebol Alagoano: “Alvirrubro pendão altaneiro, em valor só te pode passar, o alviverde pendão brasileiro, que no mundo tremula sem par...”, assim explana o hino do Esporte Clube Penedense, demonstrando a paixão ao time ribeirinho do velho chico. Nesta sexta-feira, 17, o presidente Daniel Pereira Mendonça contou ao Amistoso AL como está a situação da equipe e a possibilidade de não participar da segunda divisão do Campeonato Alagoanos deste ano.

Assim como os demais, o Penedense se encontra com suas atividades paralisadas em questão da pandemia, mas antes disso estava na preparação da equipe sub 20 para disputar o Campeonato Alagoano dessa categoria.

Mendonça conta que o clube vem sofrendo com a paralisação e com as muitas dívidas deixadas pelas gestões anteriores, as quais vem trabalhando duro e com esforço para regularizar. Só em dívidas trabalhistas, mesmo já tendo regularizado algumas, o clube ainda está devendo mais de R$ 200 mil reais. Sem contar que na atualidade a equipe não conta com nenhum apoiador. Todos esses custos estão sendo pagos através do pouco que a entidade arrecada com os sócios-torcedores e dinheiro do próprio bolso.

Na atualidade, o Penedense conta com um quadro de 30 atletas, sendo 13 de fora da cidade de Penedo, aos quais o time tem que dar alojamento e alimentação, 17 atletas locais e mais cinco funcionários da comissão técnica; todos estes da categoria sub 17, além de dois professores da escolinha.

Nessa situação complicada, o representante do alvirrubro busca alternativas para atravessar o momento, mas sente em não poder receber ajuda da Federação e da Confederação. Esta última ele acha injusto ajudar somente os clubes com calendário nacional e deixar de lado os pequenos do interior, que são os grandes celeiros do futebol nacional. Afinal, para poderem participar dos campeonatos estaduais devem ser federados e automaticamente confederados, com obrigações como qualquer outra equipe. Por isso deveriam ter também o direito a receber ajuda, já que não têm tanto equilíbrio econômico como as equipes que estão recebendo o auxílio.

Para Daniel, “os clubes deveriam se reunir, firmar um documento e enviar para a Federação encaminhar para a CBF, até porque somos filiados à CBF. Quer dizer que ela vai ajudar o Flamengo que tem milhões em receita e o pequeno, que é quem revela os atletas, não tem ajuda”.

Foto: Ascom
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Série B do Alagoano

De acordo com o presidente, o planejamento do clube era disputar a segunda divisão do Campeonato Alagoano deste ano, mas devido a todas as questões da pandemia, isso se tornou uma incógnita. O representante não vê como uma possibilidade viável que o time participe da competição. Uma vez que eles não têm ajuda do município, somente contam com os colaboradores, sócios e comércio e este último é o que está sendo mais afetado, já que não pode funcionar e, consequentemente, não poderá auxiliar os clubes.

Para o dirigente, o momento é de esperar para ver como tudo vai se resolver, mas é muito preocupante, já que acredita que o futebol profissional alagoano não retorna mais esse ano. Pois se a paralisação perdurar por mais um mês ou dois já começam os campeonatos nacionais, que não darão brechas para terminar os estaduais e, de acordo com ele, a Confederação prioriza as competições nacionais.

(Crédito das imagens: Ascom)