O retorno dos jogos do Campeonato Alagoano tem dividido opiniões, não só do público em geral, mas também dos dirigentes das equipes. Nem todos concordam com o pouco tempo de preparação dos clubes, porém a maioria aceitou o recomeço e já está buscando formas de se organizar para essa provável volta.

Ao Amistoso AL, o superintendente do Coruripe, Franciney Joaquim, disse entender que o Campeonato tem que ser entregue aos patrocinadores e à torcida, até para não causar imbróglio jurídico, e se mostrou favorável ao retorno desde que, claro, consiga ter um incentivo financeiro para a montagem do elenco e logística dos jogos.

Ele reforçou que o clube quitou todas as pendências com os atletas do estado e até o final do mês deve finalizar o pagamento dos sete atletas de fora. Explicou que, para o retorno, depende também de aporte de verbas que o time está esperando receber: uma parte da cota de TV da CBF, de parcelas do governo em relação ao Campeonato Alagoano e da FAF, como compensação para a perda de receita ao time que não enfrenta CSA e CRB em casa.

“Esses repasses irão nos ajudar a nos organizar para essa volta, mas dependemos, ainda, de uma posição mais específica em relação a data, pois uma vez contratados os jogadores teremos que arcar com alimentos, suplementos e todos os gastos previsíveis de uma competição. Além do que temos que contatar patrocinadores e fazer acordo com esses atletas”, colocou.

Logística

Joaquim se mostrou preocupado com a logística dos testes e do protocolo exigido para a realização das partidas, já que seis equipes do interior ainda precisam realizar os exames e o cronograma demanda tempo. “Será uma média de 180 atletas a serem testados, de seis times. Mesmo que a Federação ajude não será fácil testar tanta gente. Isso tem que ser definido o quanto antes”, explica.

Franciney reforça que uma das preocupações das autoridades esportivas é com o início do Campeonato Brasileiro e a intenção de finalizar o Estadual em tempo hábil. “Eles estão preocupados com o Brasileiro. Acredito que será inevitável a realização de alguns jogos do Alagoano junto com o início do Brasileiro”, acrescenta.

Nesse sentido, citou ainda as discussões em relação ao tempo de descanso dos jogadores, a proximidade das partidas como forma de cumprir o calendário e pressão dos atletas. “A preocupação não será somente o ritmo físico, mas o psicológico dos jogadores com vários tipos de pressão, principalmente a de serem contaminados”, destaca.

Finalizou reforçando a força de vontade do presidente da FAF em finalizar o campeonato em campo. “Ele (Felipe) tem maturidade, solidez e força de vontade, então vamos aguardar os próximos acontecimentos”, finalizou.

(Crédito da imagem: Reprodução)