Tornar-se jogador de futebol profissional é o sonho de grande parte dos meninos no Brasil. Principalmente aqueles que querem ter melhores condições de vida: eles veem no futebol uma forma de ascenderem socialmente e sustentar suas famílias.

E a busca pela realização desse sonho começa logo cedo. Primeiro nos campinhos de bairros e escolinhas de futebol e, logo depois, nas categorias de base das equipes. É nesse momento que o trabalho começa a ficar mais sério e a dedicação do atleta pode se transformar no acesso a uma vaga na equipe principal.

De acordo com o coordenador das categorias de base do CRB, Valmo Sousa, os garotos se esforçam bastante para conquistar um lugar no profissional e alguns deles têm conquistado o sucesso, sendo contratados para a equipe profissional do Galo e até para clubes de outros estados.

“Nós temos uma média grande de ascensão dos meninos. Atualmente oito jogadores da base do CRB conquistaram contrato profissional. Três foram para fora: o Alan, zagueiro, que disputou a Copinha (Copa São Paulo), está no Corinthians Paulista. Se destacou na competição e foi contratado. O meia Pedrinho está emprestado ao Atlético Paranaense e o atacante Everton, que também disputou a Copinha, foi emprestado ao Grêmio de Porto Alegre”. Ele acredita que esse resultado se deve à boa atuação dos jovens na disputa do Campeonato Nacional.

Já os atacantes Ruan e Darlisson, o volante Adsson, o goleiro Pedro Henrique e o lateral Orlando já estão treinando no time profissional e três deles já foram até utilizados em jogos do Galo. O coordenador diz que os meninos têm acesso à mesma estrutura do time principal, como à academia, piscina, campos próprios e assistência do preparador físico Ivanilson Araújo.

Antes da paralisação para evitar disseminação do Coronavírus, a base estava se preparando para o Campeonato Alagoano sub 17, que ocorreria no final de março.
“Iríamos estrear contra o Cruzeiro de Arapiraca. Agora teremos que mudar toda a nossa programação por conta da pandemia”.

ASA

No mesmo sentido, o representante do ASA, Jorge Adriano Alves, disse à reportagem do Amistoso AL que a renovação é anual e que existe um grande aproveitamento dos meninos nas quatro categorias: Sub-13, Sub-15, Sub-17 e Sub-20.

Reforçou, ainda, que o conceito do Alvinegro hoje é o aproveitamento dos jogadores da base para o profissional. “Temos uma média de seis jogadores indo para o profissional e esse ano conseguimos levar sete jogadores para a equipe principal. Uma de nossas premissas é colocar o maior número de atletas no profissional”, explica.

Atualmente o time aluga uma residência para os meninos que moram em outras cidades. Alguns, segundo ele, recebem ajuda de custo e remuneração, principalmente aqueles que se destacam.

O Gigante também estava na preparação para participar do Alagoano Sub-17, quando a paralisação foi iniciada, com cerca de 30 jogadores inscritos.

Murici

Já a equipe do Murici está trabalhando com duas categorias de base: Sub-20 e Sub-15 e com uma média de 60 meninos. De acordo com a assessoria do clube, o time vem aproveitando os atletas que se destacam no sub-20 e, aos poucos, eles vão sendo integrados ao profissional.

Confirmando a proposta de inserir o máximo de atletas juvenis nas equipes, desde 2018 cinco meninos da base do verdão atuam no profissional. São eles: Alissinho, Jhonny, Dudu Murici, Rafinha e Weuton.

Os custos com a hospedagem dos garotos que veem de fora durante o período de competições, além de alimentação e tratamento médico, também são pagos pelo clube.

A assessoria nos contou também que a base do Murici iria se apresentar após o Campeonato Alagoano, para iniciar a preparação para o campeonato da categoria, quando foi iniciada a paralisação.

Contudo, segundo o apurado pelo Amistoso AL, já é possível observar um investimento maior dos clubes em suas categorias juvenis como promessas para seus times principais.