O CSA viaja para Chapecó com a esperança de conseguir outro bom resultado no jogo contra a Chapecoense, que ocorre na quarta-feira, 12, na Arena Condá. Provavelmente o azulão terá a mesma equipe que jogou no sábado e venceu o Guarani, um time totalmente reformulado devido à ausência de nove jogadores que testaram positivo para Covid-19 antes da partida.

A esperança do técnico Eduardo Baptista é de que as novas testagens não desfalquem ainda mais a equipe e que o time possa ter a mesma postura e entrega vistas no jogo contra o Bugre. “A ideia é enfrentarmos a próxima partida com a atitude do primeiro tempo, marcando alto, jogando e também baixar as linhas quando for necessário para atrair o adversário, ficando um pouco reativos também”.

Mas ele confirma que a montagem da equipe só poderá ser concluída após o resultado dos novos exames realizados pela CBF na manhã deste domingo, 09, que, segundo disse a assessoria do CSA ao Amistoso AL, ainda não foi divulgado. “Dependendo dos testes a gente sabe como montar o grupo. Estamos bem preocupados com o que está acontecendo nesse sentido”, colocou Baptista.

Nove jogadores a menos

O técnico disse que é difícil analisar a parte técnica do jogo tendo que organizar uma equipe às pressas. “Ficamos sabendo do resultado após o treino da sexta. Foi uma enxurrada de informações ruins, negativas. Passamos a noite e o dia de sábado com medo e sem entender. Fui contra a realização do jogo, mas quando soube que iria ser realizado tive que montar a equipe. Precisamos trazer os jogadores Geovane e Renato, que estavam no Departamento Médico. O Richard Franco também. A palavra desse jogo foi superação”, relatou.

Ele contou que no primeiro tempo o time conseguiu criar, mas no segundo a perna pesou. “Não tínhamos mais gás. Os laterais estavam desgastados e passamos a nos defender e optamos por segurar o resultado. Hoje foi o que deu pra fazer. Queria jogar, mas ficou impossível. Foi um dia muito triste, tanto na parte física como psicológica. Nos superamos e precisávamos de um resultado como esse”.

Finalizou a entrevista ressaltando que a partida contra o Guarani era aquela em que ele tinha que “entrar em campo”. “Hoje era o jogo que eu tinha que entrar em campo. Com muitos jogadores que voltavam do departamento médico. Então sabia que esse era o momento do treinador. Tínhamos trabalhado com o outro grupo, mas esse treina junto e conversamos que era possível. O mérito foi do time que está batalhando muito. Mostramos o espírito de Série B, que temos que ter o ano todo”, enfatiza.

Sobre a postura dos atletas Baptista falou que não foi surpresa, pois sabe das características de todos, do “Richard e do Geovane e da criatividade do Renato”. “Temos um campeonato longo e é importante ir ganhando peças”, concluiu.

O CSA embarcaria na tarde desta segunda-feira para Santa Catarina, mas devido ao atraso dos testes o clube aguarda nova posição da CBF para a viagem.

(Crédito da imagem: Ascom CSA)