Desde o começo da pandemia vem se falando muito sobre as consequências que a paralisação trouxe para os clubes, para os campeonatos, entre outros. Perante todas essas dúvidas, o site Amistoso AL resolveu ir atrás da opinião dos jogadores, que vai além dos dirigentes e representantes da parte de organização das competições. A ideia foi saber como eles estão enfrentando essa época tão incomum para todos. O site teve uma conversa exclusiva com os jogadores Gustavo Pereira de Lima, goleiro, e o atacante Ícaro Santos Reges, do Coruripe. Também participaram dessa série de entrevista o meia Wagner Querino e o zagueiro André Nunes, do CSE.

Os quatro atletas estão de acordo que esta parada está sendo bastante prejudicial para suas equipes, onde os treinamentos foram interrompidos e eles vivem a incerteza do futuro e com a grande esperança de voltarem a defender seus clubes e voltarem a trabalhar.

Quando questionados sobre como estão fazendo com a parte física, Gustavo e Ícaro explicam que estão treinando por conta, com ajuda de amigos que são profissionais da área de educação física, porque devido à paralisação o clube fez um acerto com os atletas e os profissionais e os liberou, com o acordo de que voltariam para os jogos da Série D. Ainda assim, não estão podendo treinar junta à equipe por conta da pandemia e deixam a entender as vantagens de se morar no interior, onde as casas são maiores e têm espaço físico para poderem se exercitar.

Foto: Arquivo Pessoal

Por outra parte, com pouco mais de experiência, Wagner e André ressaltam a importância de estarem em boa forma, mas advertem quanto às limitações do isolamento e cuidado com a exposição em lugares públicos por conta do covid-19. Os atletas, mesmo frente às incertezas da sequência dos campeonatos, seguem exercitando-se com o auxílio do preparador físico do CSE, que envia as orientações via internet.

Com respeito ao futuro do futebol, os garotos do Hulk Praiano dizem achar muito difícil a volta do alagoano frente à situação dos clubes que estão sendo afetados com a crise. Como jogadores os dois têm a esperança que retorne o estadual e que tenha a série D, onde sua equipe tem uma vaga garantida.

Já para os atletas do Tricolor Palmeirense, além de concordarem com os anteriores a respeito do campeonato local, também colocam em dúvida o campeonato nacional da Série D. Mas suas situações são diferentes em relação aos colegas do Coruripe. Para Querino, que está prestes a ser pai, o momento é de incerteza quanto a seguir jogando futebol. O atleta cogita a possibilidade de aposentar as chuteiras e dedicar-se a novos projetos. Para o seu companheiro, Nunes, a paralisação afetou os seus planos já que o zagueiro tinha a programação de jogar o primeiro semestre no clube alagoano e o segundo disputar a série D, por outra equipe, que até então está incerta. O atleta está sendo sondado por dois times de fora, os quais preferiu não revelar até que se concretize a negociação.

(Crédito das imagens: Arquivo Pessoal)