O futebol feminino alagoano tem ganhado destaque mundial com as meninas que representam o Estado em nível nacional e também internacional. Esse celeiro de atletas dá visibilidade ao esporte local e ainda estimula muitas delas a seguirem com seus sonhos de serem jogadoras profissionais.

Mas com a paralisação do futebol elas também estão sofrendo as consequências. O presidente do União Desportiva Alagoana (UDA), Adeilson Cassimiro, conversou com o site Amistoso AL e disse que com a suspensão dos jogos as ações programadas pela equipe perderam a logística. “Estamos aguardando a CBF definir um novo calendário, mas agora nós teremos que começar do zero”, comentou.

As cerca de 30 meninas que integram a equipe principal estavam participando do Campeonato Brasileiro Feminino da Série A2, que é a segunda divisão do futebol nacional. Elas tinham enfrentado o Bahia na estreia, quando a CBF determinou a paralisação. “A essa altura já teria sido finalizado o Brasileiro, mas tínhamos programações também para o Futset, em novembro, em Curitiba, para a Copa do Brasil de Futebol de Salão, para o Brasileiro de Futebol de Areia e Copa do Nordeste de Futebol de Areia. Tudo isso ficou prejudicado por essa situação, pois a logística foi toda modificada”.

Foto: Ascom

UDA

O União Desportiva existe legalmente deste 2010. Mas Adeilson conta que a equipe existe há mais tempo com o objetivo de dar uma oportunidade para as meninas que querem jogar futebol e, claro, revelar talentos, como foi o caso das jogadoras Geyse e Érika, que hoje estão na Seleção Feminina principal. E de Ingrid, Brenda, Alice e Vitorinha que estão nas categorias de base da Seleção. “Somos uma equipe que vem se destacando sempre. Revelamos sete meninas para a seleção brasileira, duas para a principal e as outras para as categorias de base sub 17 e sub 20. Somos muito felizes por isso”, disse.

Acrescenta que o trabalho da escolinha do clube é mais recente, mas também muito importante para o Projeto. “Também temos um trabalho social, com as dificuldades normais desse ramo, pois não temos ajuda financeira de ninguém, mas também conseguimos revelar muitos talentos”, acrescenta.

Verba da CBF

Os 36 clubes da Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino receberam um auxílio de 50.000,00 (cinquenta mil reais), para passar por essa fase de pandemia. Para Cassimiro, a verba da CBF foi muito bem-vinda. “O apoio da Confederação caiu como uma luva para dar uma ajuda de custo ao pessoal e oferecer suporte ao nosso clube financeiramente, com os uniformes e também no transporte delas. E nós temos dificuldades com os campos também”, explica.

O UDA não tem sede própria, apenas um escritório. Os treinamentos da equipe principal são realizados, normalmente, em espaço cedido pela Secretaria de Esportes, no Bebedouro. Já a escolinha funciona em algumas arenas alugadas pela equipe.

Foto: Ascom

Títulos

A equipe é a atual Campeã Estadual sub 17 e sub 20 de futebol de salão. Foi Campeã Brasileira de Beach Soccer em 2018. Foi também Campeã Brasileira na modalidade adulto. É a atual Campeã Estadual de Beach Soccer e desde 2010 é Campeã Alagoana de futebol de campo e salão. É a representante do Estado pelo ranking do futebol feminino. Está em 26º lugar nacionalmente e entre as sete melhores equipes do nordeste pela Confederação Brasileira de Futebol.

Para finalizar Adeilson lembra ter ficado surpreso e orgulhoso com a quantidade de times inscritos para a Copa Rainha Marta, no último ano. “Foram 24 equipes inscritas em Alagoas. Um número muito superior à maioria dos outros Estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, se inscreveram quatro ou cinco clubes. Isso é um orgulho para Alagoas”, finaliza.

(Crédito da imagem: Ascom)