Que o efeito pandemia tem desestabilizado os clubes de futebol Brasil afora já não é mais novidade. Porém, para muitos times, em especial para as equipes menores, o cenário pode ficar ainda mais crítico caso as indefinições perdurem por mais tempo.

Em entrevista ao site Amistosoal, o presidente do Murici Futebol Clube, Geraldo Amorim, destacou as dificuldades das equipes afirmando que o prolongamento desse cenário deixa a situação insustentável. “Nós, como todos no mundo do futebol, estamos sofrendo bastante com esse quadro de incertezas. A realidade para os times locais já é difícil em tempos normais, agora ficou ainda pior e, por isso, acredito que se continuar assim o Alagoano não volta mais esse ano”, coloca.

Ele conta que aguarda uma reunião marcada para o dia 15, dos times com a Federação Alagoana de Futebol (FAF), para tomar uma posição oficial. Os atletas da equipe, segundo Amorim, têm contratos até o final do mês de abril, período em que o Campeonato Alagoano já teria sido finalizado.

“Nós temos uma programação financeira e patrocinadores que vão cumprir seus compromissos até o período estipulado. Depois disso não temos garantias. Outra coisa: como vamos divulgar os patrocinadores se não estamos jogando?”, questiona. Além de investimento de empresas privadas, a prefeitura da cidade também é grande parceira do clube.

Atualmente cerca de 30 jogadores possuem contrato com a equipe, que emprega uma média de 40 pessoas, de acordo com Amorim.

Foto: Ascom Murici 

Campeão Alagoano 2020

Sobre a possibilidade de o Murici ser consagrado Campeão Alagoano de 2020 caso o Estadual não venha a ter um retorno o presidente diz: “seria uma alegria, mas a gente não sabe. Isso depende de decisões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que não está querendo tomar essa medida, e da FAF. A CBF está pensando também na possibilidade de concluir os campeonatos com portões fechados em alguns estados. Então está tudo muito incerto. O fato é que a paralisação foi muito prejudicial ao Murici, que tinha tudo para continuar sendo líder."

Presidente do Murici Futebol Clube, Geraldo Amorim. Foto: Ascom Murici

FAF

Ele acrescentou que a Federação Alagoana vem se esforçando para ajudar os clubes e tentar chegar a um entendimento de consenso que minimize os prejuízos. “Eu vejo o sacrifício que o Filipe (Feijó) tem feito para tentar resolver essa situação. Mas tá tudo muito difícil”, finaliza.

No momento da paralisação o verdão ocupava a primeira colocação, com 12 pontos.

(Crédito da imagem: Ascom Murici)