Na expectativa de um grande confronto na disputa da terceira vaga estadual para a Copa do Brasil, em que o resultado está aberto para as duas equipes, o técnico do Murici, Elenilson Santos, conversou com a equipe do Amistoso AL e contou como viu o primeiro jogo da seletiva e o retorno do Alagoano.

Com respeito à primeira partida, o treinador disse terem feito um bom jogo, onde
criaram várias chances de gols e conseguiram sair na frente, mas sabiam que era um jogo difícil e que o ASA viria com tudo para conseguir um empate ou até mesmo a vitória.

Quanto aos gols Elenilson relembrou que perderam pelo menos duas oportunidades concretas no segundo tempo, que poderiam ter mudado o resultado final, e que em duas falhas sua equipe foi penalizada com gols. O técnico admitiu que ainda no primeiro gol tomado os atletas seguiram lutando para ampliar o resultado, mas o segundo gol do ASA “foi como um balde de água fria no emocional da equipe”. Além dos gols feitos, o alvinegro perdeu dois ataques: um foi bola de cabeçada no travessão e a outro num chute por cima do arco.

Na partida se pôde observar um número considerável de faltas cometidas por ambas as equipes. De acordo com Santos, esse foi um artificio usado por ambos os times como uma maneira de parar o jogo. Destaca que o desgaste físico dos atletas também foi um ponto importante na partida porque, ao contrário de outros estados que voltaram os campeonatos estaduais e fizeram um espaçamento maior entre as partidas intercalando com as da série do brasileirão, a instituição local não teve em conta as equipes pequenas do interior. Elas têm um número reduzido de jogadores em relação aos grandes times que possuem muito mais recursos e, praticamente, duas equipes principais, onde tiveram que jogar com intervalo de 48 horas. “A Federação olhou mais o lado do CRB e CSA do que o lado humano das equipes do interior”, afirmou o professor.

Retorno do Alagoano

Para Elenilson, o Murici foi muito prejudicado com a suspensão, já que teve que ficar quatro meses parado e quebrando um ritmo forte que vinha apresentando na
competição. Ressalta que sua equipe vinha mostrando um desempenho muito melhor do que a do ano em o Murici conquistou o título Alagoano. Até então estavam invictos e, com apenas uma derrota, ficaram com o terceiro lugar.

No retorno o técnico perdeu cinco dos seus titulares, dois por lesões e três contratados por outras equipes, entre eles o artilheiro do campeonato, “Deisinho”. “Ele vinha numa fase muito boa e a equipe poderia ter tido outro final”.

Além dos desfalques no seu elenco, ressaltou o grande tempo parado sem poder treinar, o pouco tempo para retornar antes da competição e o pequeno intervalo de tempo de recuperação dos atletas entre os jogos.

O último confronto da seletiva

A equipe do Murici, mesmo em concentração, deu o dia de ontem, 10, para os atletas descansarem e retornaram hoje com os trabalhos para a decisão da terceira vaga na Copa do Brasil. A competição é uma grande oportunidade, desde uma perspectiva de visibilidade econômica para ambas as equipes, tendo em conta que o clube que se classificar receberá só para a primeira partida um valor aproximado de R$ 600 mil reais.

Elenilson falou aos torcedores que sabe que é um jogo difícil e que o resultado está em aberto, mas que vão aproveitar esta semana para se prepararem da melhor forma e que tanto a equipe técnica como a de atletas “vai deixar tudo em campo para conseguir essa classificação”, concluiu.

A FAF informou que na manhã de quarta-feira, 12, será realizada uma nova rodada de testes sorológicos para a Covid-19 nos dois times para o jogo de volta da seletiva.

(Crédito da imagem: Ascom Murici)